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26, Março, 2008

Matéria do L.A Times pode ter sido uma farsa

A bombástica reportagem que o LA Times publicou afirmando que Sean “Diddy” Combs e Notorious B.I.G. tiveram participação direta no atentado contra Tupac em 1994 pode ter sido uma grande farsa.

Segundo o site The Smoking Gun, James Sabatino, um ex-afiliado da Bad Boy que está cumprindo doze anos de prisão na Pensilvânia, criou os documentos que foram a base para a reportagem que o Los Angeles Times publicou no dia 17 de março.

A matéria sugere que o atentado a tiros contra Tupac em 1994 foi planejado e executado por Diddy e seus afiliados. Os supostos relatórios do FBI e processos apresentados por Sabatino foram aparentemente criados na penitenciária federal de Allenwood na Pensilvânia, e não foram encontrados nos bancos de dados do FBI.

Chuck Phillips, o repórter que escreveu a matéria sobre o atentado, não se pronunciou a respeito até o momento. O editor do Los Angeles Time, Russ Stanton, emitiu a seguinte declaração através de um representante: "Foram levantadas questões sobre a autenticidade dos documentos que usamos na história sobre o ataque contra Tupac Shakur em Nova Iorque. Estamos levando isso muito a sério e já começamos nossa própria investigação."

17, Março, 2008

Diddy nega ter participado de tocaia contra 2pac

Sean "Diddy" Combs falou sobre o polêmico artigo publicado nesta segunda-feira (17 de março) no Los Angeles Times, que afirma que o magnata do Hip-Hop soube com antecedência do atentado a tiros contra Tupac em 1994.

Sean "Diddy" Combs negou veementemente as alegações do jornal através de um comunicado. O empresário afirmou que ele e B.I.G. nunca souberam que havia uma cilada armada para Tupac.

"Essa história é mais do que ridícula e completamente falsa," disse Combs. "Nem o Biggie e nem eu tínhamos qualquer conhecimento de qualquer ataque antes, durante, ou após ele ter acontecido. É uma completa mentira sugerir que existe envolvimento meu e do Biggie nisso."

A história detalha um alegado plano para balear Tupac em um estúdio de Nova York, trazendo uma nova figura para o caso; um Italiano chamado James Sabatino, que tinha apenas 18 anos de idade quando o ataque aconteceu.

Sabatino é acusado no artigo de ajudar Jimmy "Henchmen" Rosemond (empresário do rapper The Game) a orquestrar o plano contra Tupac em 1994. Durante o atentado, Tupac e seu empresário Fred Moore foram baleados várias vezes.

James Sabatino está cumprindo 12 anos de prisão na Pennsylvania por extorsão e fraude eletrônica, após ter usado cartões de crédito falsos para bancar suítes de hotel, limousines, helicópteros e festas alegadamente a favor da Bad Boy.

Em outubro de 2007, Sabatino entrou com um processo de U$S 19 milhões contra Combs, alegando que o empresário teria falhado em pagar U$S 200.000 por músicas e vídeos de Notorious B.I.G. Segundo Sabatino, Combs teria concordado previamente em pagar a quantia.

Apesar de um contrato nunca ter sido assinado, Sabatino alega que recebeu em 1997 um cheque de U$S 25.000 das mãos de Combs, que prometeu pagar o restante em sessenta dias.

Diddy disse ter atrasado o pagamento porque Sabatino teria sido apontado pela polícia de Los Angeles como um possível interessado na morte de Biggie. B.I.G. teria marcado um encontro com Sabatino na noite de seu assassinato, mas Sabatino não apareceu.

Segundo fontes, o artigo investigativo de Chuck Philips é o primeiro de muitos que serão publicados no Los Angeles Times sobre as trágicas mortes de Tupac Shakur e Notorious B.I.G.

Combs criticou o jornal e negou qualquer participação no ocorrido.

"Estou chocado que o Los Angeles Times seja tão irresponsável de publicar uma história sem fundamento e completamente falsa," reclamou.

Para conferir o artigo acesse www.latimes.com/tupac.


15, Março, 2008

Atentado contra Tupac ganha novas evidências


Quase 15 anos após Tupac ter levado uma coronhada, ter sido baleado cinco vezes e deixado para morrer no lado de fora de um estúdio de Nova York, novas evidências apontam dois associados de Sean "Diddy" Combs por terem orquestrado a tocaia contra 2pac.

Em um artigo escrito por Chuck Phillips, o Los Angeles Times alega que Combs foi avisado com antecedência que a emboscada para Shakur já estava pronta, segundo fontes familiarizadas com o caso.

"Tupac estava mais do que certo sobre o que escreveu em suas músicas," disse Chuck Phillips, embora tenha admitido que Tupac estava equivocado em alguns pontos sobre o possível envolvimento da Bad Boy no tiroteio.

O artigo alega que Combs estava presente no Quad Recording Studio em Nova York com pelo menos vinte associados da Bad Boy Records quando Tupac foi baleado.

"O ataque a Tupac foi o catalisador de tudo que aconteceu a seguir, incluindo sua própria morte e a do Biggie," disse Phillips. "Isso começou toda a situação. Se você traçar isso em uma linha do tempo que eu faço você poderá ver; é óbvio e ao mesmo tempo triste para dois rapazes talentosos. Eu terminei com uma história muito maior do que imaginei."

Fontes familiarizadas com o incidente alegam que James "Jimmy" Sabatino e Jimmy "Henchmen" Rosemond (empresário de The Game) estavam entre os homens que se reuniram com Combs na noite em questão.

Sabatino teria avisado Combs pessoalmente que Shakur tinha sido atacado no Quad Recording Studio, enquanto Rosemond teria se tornado bem mais próximo de Combs após o ataque.

"Uma das pessoas envolvidas no atentado era associado ao crime organizado, apesar do ocorrido não ter nada a ver com o crime organizado," continuou Phillips. "Esta pessoa estava no Quad studios naquela noite e conhecia Puffy, Biggie, Jimmy Henchmen e Haitian Jack. Um cara branco italiano; ele está agora na cadeia. Ele esteve envolvido nisso, e francamente, eu nunca soube nada a respeito."

Logo após Tupac ter sido atacado em 1994, fontes alegam que Sabatino teria apresentado Combs para criminosos próximos a ele, escoltando o empresário da música até clubes noturnos de mafiosos em Nova York e Miami e se tornando parte do círculo íntimo de Combs logo depois.

Combs convidou Sabatino para sua No Way Out tour de 1997, onde o alegado associado ao crime organizado teria usado cartões de crédito falsos para gastar centenas de milhares de dólares em luxuosas suítes de hotel, limousines e festas alegadamente a favor da Bad Boy.

Sabatino continuou trabalhando com Combs até 1998, quando foi preso em Londres. Ele foi extraditado para os Estados Unidos mais tarde, onde foi declarado culpado e foi preso. Sabatino está cumprindo 12 anos de cadeia na Pennsylvania por extorsão e fraude eletrônica.

Segundo o Los Angeles Times, Sabatino financiou um álbum de Christopher "The Notorious B.I.G." Wallace, que foi lançado após a morte do rapper da Costa leste em 1997.

Phillips admitiu ter descoberto todos os novos detalhes sobre o tiroteio no Quad Recording Studios enquanto investigava o assassinato ainda sem solução de Wallace em Nova York.

O escritou alega que descobriu registros do FBI para apoiar o que ele encontrou, além de ter entrevistado pessoas-chave ligadas ao incidente.

As teorias conspiratórias envolvendo o tiroteio no Quad Recording Studio tem circulado por todo este tempo. Enquanto alguns acreditam que Wallace e Combs armaram para Tupac, outros dizem acreditar que a dupla nada teve a ver com o tiroteio, mas que sabiam que Shakur seria roubado.

"Eu não acredito que Biggie e Puffy armaram para o Tupac," disse Phillips. Segundo estas pessoas que entrevistei, eles tinham conhecimento do ocorrido, mas não sabiam que Tupac seria baleado. Eles sabiam que ele seria espancado.

Uma linha do tempo interativa com músicas de Shakur e Wallace estará incluída na história escrita por Phillips sobre o incidente. A matéria estará disponível no site do L.A. Times ou no endereço http://www.latimes.com/tupac na segunda (17 de março).

Interessantemente, o caso de Tupac tem ligação com o assassinato de Jason "Jam Master Jay" Mizell.

Randy "Stretch" Walker, um dos homens que estavam presentes quando Tupac foi baleado, foi assassinado no Queens em 30 de novembro de 1995. Fontes afirmam que o suposto assassino de Walker, Ronald "Tinard" Washington, também era um dos homens suspeitos de atuarem como "olheiros" quando Jam Master Jay foi baleado e morto em 30 de outubro de 2002.

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